
Samorost 1: o gnomo espacial que deu origem à saga
Sem prazo: fica no catálogo até a loja tirar.
Resgatar na GOG ↗O resgate é na sua conta da loja; o Clairo não resgata por você.
A disponibilidade pode variar conforme a região.
Nascida como aventura curta em 2003, a origem da série ganhou remasterização de som e imagem e ainda divide quem chega esperando o fôlego dos capítulos que vieram depois.
O começo em miniatura do gnomo espacial
Isto veio primeiro: a aventura enxuta do gnomo espacial, lançada em 2003 e depois preservada pela GOG numa edição com som remasterizado, gráficos retocados e trilha nova assinada pelo compositor Floex.
A ficha da loja classifica o jogo como aventura de fantasia, resolvida clicando no cenário para destravar a cena seguinte. Assina o projeto a Amanita Design, responsável também pela distribuição — e, por sinal, a mesma ficha ainda registra o título como acesso antecipado, rótulo que normalmente marca um jogo inacabado, colado a uma aventura fechada há anos.
A loja não disponibiliza o trailer em arquivo reproduzível, só a miniatura; quem quiser ver o jogo em movimento depende das capturas de tela publicadas na galeria ao lado do texto.

A cebola chinesa que virou piada, e outros motivos para voltar
Entre quem avaliou o relançamento, o elogio se repete com pequenas variações: os enigmas não são óbvios mesmo depois de mais de uma visita ao jogo, mas também não travam ninguém por muito tempo. Quem escreveu em 29 de maio de 2021 reconhece que a remasterização mudou a trilha e os efeitos sonoros o bastante para notar a diferença em relação ao original — sem estranhar a ponto de incomodar, mas o suficiente para sentir falta de uma opção que trouxesse de volta o áudio antigo.
Quem avaliou em 1º de junho de 2021 nem esperava ver o título na GOG, por lembrar dele como jogo de navegador disponibilizado sem custo — e situa a aventura entre os favoritos da Amanita Design, no mesmo funcionamento dos dois capítulos que a série ganhou depois. Outra resenha, de 23 de dezembro do mesmo ano, ri lembrando de uma cebola chinesa fumando, cena que sozinha já valeria a visita, e promete voltar ao catálogo do estúdio depois de anos afastado dos jogos de apontar e clicar.
A recepção atravessa idioma: uma resenha em alemão, de 6 de junho de 2022, elogia a ambientação e afirma que a remasterização ficou boa e funciona bem. Já quem se descreve como um jogador mais velho, em resenha de 19 de novembro do mesmo ano, quase tirou uma estrela pela curta duração, mas manteve a nota máxima pela criatividade e por um personagem cativante, e diz que vai atrás dos dois jogos seguintes depois dessa introdução.
Quando o elogio de uns vira reclamação de outro
A única avaliação registrada no lado contrário, de 29 de março de 2026, não rejeita o jogo: descreve a ambientação como boa, mas nega que brevidade e enigmas fáceis bastem para chamar o título de bom, e só aceita seguir em frente na série torcendo para que os dois capítulos seguintes durem mais e entreguem mais desafio.
Essa é a única voz reunida no dossiê que discorda, e ela não briga com o material — briga com o tamanho dele. É a mesma miniatura que os outros elogiam por caber numa tarde livre.
Para quem cabe uma tarde, não para quem quer fôlego
Fica então o critério que separa quem sai satisfeito de quem sai reclamando: quem topa uma sessão só, quer conhecer o ponto de partida da série e não precisa que o jogo dure mais do que uma tarde livre, sai satisfeito — é o relato mais repetido entre quem avaliou.
Quem entra esperando o mesmo fôlego dos capítulos que vieram depois, ou uma dificuldade capaz de travar por mais de uma sessão, fecha o jogo com a mesma reclamação da avaliação que ficou fora do coro: bonito, mas curto demais para carregar o título de bom sozinho.