Me avisem

Rival Stars Horse Racing: a genética vicia, o calendário cansa

EPIC
ACABOU EM 3 DE SETEMBRO

Não está mais sendo dado · voltou a custar US$ 24,99

Ver na loja ↗

Esta página fica de registro do que já foi dado.

A disponibilidade pode variar conforme a região.

Quem cria a própria linhagem de cavalos elogia o sistema; quem compara com a versão de celular sente que corre atrás.

O aviso legal que não fala do que importa

O aviso legal deste jogo garante uma coisa só, com todas as letras: a versão para Mac não suporta grama em alta definição. É o tipo de ressalva que sobra quando alguém prestou atenção nos detalhes errados — porque o resto do haras foi construído em cima de um sistema genético de verdade.

Você herda um haras decadente e tem a missão de reerguê-lo a ponto de virar lenda equestre — a PikPok, mesma equipe por trás da versão de celular, lançou esta edição para computador em 24 de junho de 2020. Dali se abre o resto: cruzar potros com pelagens e padrões próprios num sistema genético detalhado, moldar uma linhagem no criador de cavalos e compartilhar o resultado com quem também cria; treinar para a pista plana, para o salto e para o Cross Country; apostar em corrida alheia quando falta tempo para correr a própria.

O cenário sai do estábulo para os Alpes suíços, e há um modo Foto para guardar o cavalo certo, pronto para vender ou para começar uma nova cria. Tem também corrida contra outras pessoas, online, para quem não quer treinar sozinho o tempo todo.

O estábulo abriu a porteira para o grupo

Em 19 de novembro de 2025, a PikPok abriu o estábulo para visita em grupo. Um modo multijogador de passeio livre reuniu oito amigos pelos mesmos campos abertos e pela paisagem suíça que antes cada jogadora via sozinha.

A festa saiu com contas a acertar: dias depois, a equipe reconheceu publicamente que parte dos perfis locais sumiu junto com o salvamento, e que os controles pararam de responder. A correção veio numa atualização emergencial, ao lado de itens para o perfil da Steam — emblemas, fundos, figurinhas.

Meses depois, em 22 de julho de 2026, outra atualização mexeu em coisa miúda: acesso mais fácil aos links sociais pelo menu principal, localização em japonês revista, um problema de rolagem nos avisos em tela corrigido. É manutenção pequena, mas contínua — o oposto do silêncio que parte das avaliações mais recentes descreve.

A procriação prende mais que a pista

Quem passou de 213 horas de jogo ainda repete o mesmo elogio: os cavalos parecem de verdade, e o cenário ao redor impressiona tanto quanto eles. A resenha é de 26 de agosto de 2026. Outras pessoas colocam a criação de cavalos no centro do elogio: a genética detalhada e a chance de moldar uma linhagem própria prendem mais que a corrida em si. Tem gente que começou a brincadeira como piada e, 26 horas depois, já falava sério sobre criar a estirpe de cavalo perfeita. A resenha é de 22 de agosto de 2026.

Se você troca o celular pelo computador, a diferença mais sentida não está na corrida: no celular, o jogo empurra para você continuar jogando ou pagando; no PC, ele deixa você em paz. É a leitura de uma resenha em francês, com 31 horas jogadas. Publicada em 10 de agosto de 2026, ela ainda sente falta de raças que só existem do outro lado. E na Steam, onde a ficha e a recepção deste jogo vivem, quem passou pelo haras, no geral, saiu recomendando.

Quem recomenda também cobra alguma coisa. Numa resenha de 18 horas jogadas, o pedido é por mais variedade nos esportes e por um modo livre. Publicada em 5 de julho de 2026, ela traz junto a mesma queixa que aparece do outro lado da nota: a de que o desktop recebe menos atenção do estúdio do que o celular.

4.841 gostaramVery Positive431 não

O recurso que chega primeiro do outro lado

A queixa mais repetida atravessa idioma: raça nova chega no celular com meses de vantagem sobre o computador — e às vezes nem chega a aparecer por lá. Numa avaliação em alemão, com 52 horas jogadas, a reclamação é que o estúdio segue desenvolvendo só a versão de celular e deixa a de computador para trás, sem novidade de história nem dos cavalos mais recentes. A resenha é de 9 de agosto de 2026.

A voz mais impaciente do grupo tem 240 horas registradas. Reclama que um novo tipo de corrida foi anunciado primeiro para quem paga a assinatura mensal do celular, e meses depois ainda não tinha chegado a quem já havia comprado a versão de computador — uma lógica que essa pessoa considera invertida. A resenha é de 30 de julho de 2026.

É a mesma procriação que vicia quem gosta e que mais frustra quem não gosta. Numa resenha com 35 horas jogadas, o problema é que as características herdadas saem sorteadas demais, e o recurso que limitaria esse sorteio — presente na versão de celular — não existe aqui, o que torna difícil disputar contra um cavalo de linhagem já consolidada. Essa avaliação é de 5 de outubro de 2024. Há quem não perdoe nem o nome dos próprios cavalos: numa resenha em polonês, com 29 horas jogadas, chama de cruel não poder renomear um cavalo personalizado depois que ele passa de certo nível. A avaliação é de 3 de agosto de 2026.

Ainda assim, ninguém nessas resenhas fala em ter parado cedo — quem mais reclama é também quem mais jogou, com centenas de horas registradas em alguns casos. A insatisfação, aqui, não é de quem experimentou e desistiu; é de quem ficou e queria mais.

Duas paciências, uma genética

Se você entra pelo haras decadente e fica pela genética — testando cruza atrás de cruza na busca pela pelagem certa —, encontra aqui exatamente esse jogo, e o passeio em grupo pelos Alpes suíços dá mais um motivo para voltar com gente conhecida. Se você entra comparando com a versão de celular, atento a qual lado recebe a novidade primeiro, vai bater na mesma parede que aparece resenha após resenha: o computador recebe depois, quando recebe.

Não é o mesmo jogo para as duas pessoas — é a mesma genética, com paciências diferentes.