NoRush!: a Steam chama de casual, a torre discorda
Não está mais sendo dado · voltou a custar US$ 2,49
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A disponibilidade pode variar conforme a região.
As poucas pessoas que jogaram descrevem uma escalada bonita e cruel ao mesmo tempo, sustentada por saltos que se encadeiam a cada clique.
Uma torre de 300 metros, classificada como casual
A Steam organiza NoRush! ao lado dos jogos casuais. Quem jogou não usaria essa palavra. O objetivo é subir uma torre de 300 metros pulando de plataforma em plataforma, driblando espinhos fixos, martelos que balançam de um lado a outro e blocos que descem para esmagar quem hesita — e a dificuldade cresce a cada novo trecho. Não há princesa esperando lá em cima, nem tesouro: a própria ficha do jogo avisa que a vista pode não valer o tombo que você vai levar para chegar lá.
O salto é o centro de tudo, e ele se decide no controle: encadear 3 cliques transforma um pulo simples em salto triplo, e girar a roda do mouse no momento de saltar multiplica a distância por 5. A Fivestar lançou o jogo na Steam em 4 de março de 2025, assinando também a própria distribuição — e colocou toda a dificuldade numa torre só, sem missão paralela, sem caminho alternativo, só a subida.
A resenha mais votada é de quem menos jogou
Das poucas pessoas que recomendaram NoRush! na Steam, a que recebeu mais votos de utilidade dos outros jogadores mal chegou a jogar: publicou o texto em maio de 2025 com 0 horas registradas, e descreveu a escalada quase como o próprio anúncio da loja descreve os obstáculos e o topo que talvez não compense.
Quem chegou a subir fala diferente — e é fácil se ver no lugar dessas pessoas. Uma pessoa que passou 4 horas no jogo, em março de 2025, recomenda mesmo assim, mas pede um ponto de controle no meio do caminho, porque recomeçar sempre do zero cansa; reclama também que as conquistas da loja somem toda vez que ela reinicia, apagando a prova de ter chegado onde chegou. Outra pessoa, com 2 horas de jogo, em março de 2025, morreu tantas vezes sem alcançar o topo que virou piada contar quantas — e ainda assim descreve a escalada como bonita e cruel ao mesmo tempo.
São poucas vozes, e o que se repete não é queixa do jogo em si — é do que falta ao redor dele: o ponto de controle, a conquista que não gruda. NoRush! é pequeno e pouco jogado, e quem passou pela torre, na Steam onde ele é vendido, saiu recomendando.
Quem sobe, e quem desiste no primeiro espinho
NoRush! não guarda história para quem chegar ao fim: sem princesa, sem tesouro, só a distância vencida. Se você joga atrás de enredo, não tem motivo para instalar. Se gosta de plataforma que pune cada clique errado, e não se importa de recomeçar do zero sem ponto de controle no meio do caminho, encontra ali um adversário à altura — pequeno, mas que não facilita nada. Já quem caça conquistas da Steam para exibir depois pensa duas vezes: aqui elas somem a cada reinício, e o troféu vira ilusão.