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Electro Man: a vingança que o dinheiro do seguro comprou

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O resgate é na sua conta da loja; o Clairo não resgata por você.

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Quem já jogou a versão original garante: o mesmo pulo que irritava décadas atrás segue irritando.

Um seguro de vida pagou a vingança de Jacek

Jacek dormiu numa base espacial qualquer noite e acordou sem energia elétrica nenhuma. Subiu a escada às escuras e descobriu o motivo: alienígenas tinham invadido o lugar e matado todo mundo, mulher e filhos incluídos. Só sobrou o amigo Placek, e os dois fugiram juntos para outro planeta — mas a história segue sozinha a partir daí. O dinheiro que restou não foi para recomeçar a vida: foi para pagar uma sequência de operações caríssimas que deram a Jacek força e sentidos fora do normal, e é sozinho, armado, que ele volta para reclamar a base.

Você anda pelos oito andares que os alienígenas fortificaram contra justamente essa volta: canhões automáticos, minas espalhadas, mísseis programados para reconhecer só humanos, robôs de defesa parados nos corredores. Para abrir caminho ao andar seguinte, é preciso achar três circuitos eletrônicos escondidos em cada um — e manter a arma carregada com a energia recolhida pelo caminho, porque sem ela a vingança para logo no começo.

A xLand assina sozinha o desenvolvimento e a publicação — não aparece outro nome na ficha. O jogo chegou a este catálogo em 30 de abril de 2026, classificado como uma mistura de tiro, plataforma e fliperama.

Uma saudade que esbarra no mesmo pulo de sempre

As primeiras resenhas depois do relançamento, publicadas em 1º de maio de 2026, descrevem um reencontro. Se você cresceu com esse jogo debaixo de outro nome, a tela inicial já dispara a lembrança: um dos comentários lembra de uma versão anterior, distribuída por outra empresa, e garante que os dois títulos são, na prática, o mesmo jogo por trás de gráficos diferentes. Um jogador conta que já tinha adaptado a cópia para rodar em Linux por conta própria, e usa a própria resenha para cutucar a loja a lançar uma versão nativa oficial. Em polonês, alguém agradece a quem convenceu a loja a colocar o título de volta no catálogo; já em 28 de junho de 2026, outra resenha comemora que o jogo roda liso no Windows 10 e aceita controle de Xbox.

Mas dentro dessa mesma leva de elogios ninguém finge que o tempo tratou bem cada detalhe: uma resenha de 4 de maio de 2026 elogia o traço nítido e os efeitos sonoros engraçados no mesmo fôlego em que descreve fases enormes, cheias de armadilhas, que empurram o jogador de volta ao início sempre que ele erra o passo — porque um erro qualquer já basta para morrer. Quem escreveu em 9 de maio de 2026, contando que esse foi o jogo com que aprendeu a jogar ainda criança, resume o reencontro dizendo que a mesma frustração de criança voltou intacta.

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A queixa que não envelheceu nem um pouco

Você aperta o botão de pular no exato instante em que também tenta correr para o lado, e o jogo escolhe fazer só uma das duas coisas — o resto é queda no vazio. É essa a cena que sustenta a resenha mais dura do lote, publicada em 12 de julho de 2026. Quem escreveu lembra de ter jogado essa mesma base ainda criança, sob o nome antigo, e não gostava dela então pelo mesmo motivo que não gosta agora: não há como salvar o progresso automaticamente, um erro qualquer mata na hora, e o pulo não obedece ao comando de andar para o lado ao mesmo tempo. Prefere gastar o tempo que tem com outros jogos parados na mesma prateleira.

Outra resenha, de 3 de maio de 2026, escrita em espanhol, avalia o conjunto como mediano em cada aspecto que cita — visual, física, animação, som e trilha — e descreve o ritmo como lento, com pouca variação de arma e de inimigo ao longo do percurso. As duas resenhas discordam no tom, mas concordam no alvo: o mesmo pulo e a mesma morte instantânea que incomodam até quem elogia o jogo. A queixa não é isolada — é o ponto em que as duas pilhas de comentário se tocam.

Para quem guarda uma lembrança específica para resgatar

O pulo que devolve tudo ao início não é boato de quem detestou o jogo: até resenhas de nota alta descrevem o mesmo tropeço, nos mesmos termos. A diferença entre as duas pilhas de comentário não está no que trava — está em quanto cada um está disposto a perdoar em nome da lembrança. Se você carrega uma versão anterior deste jogo guardada na memória, seja sob o nome que for, atravessar o labirinto de novo pelo traço e pelo som compensa a viagem: encarnar outra vez o Jacek que o dinheiro do seguro reconstruiu é exatamente o que esse grupo veio buscar. Para quem chega sem essa lembrança para pagar a conta, o mesmo corredor que emociona um estranho só cansa.