
Dink Smallwood HD: o fazendeiro de porcos que virou comunidade
Sem prazo: fica no catálogo até a loja tirar.
Resgatar na GOG ↗O resgate é na sua conta da loja; o Clairo não resgata por você.
A disponibilidade pode variar conforme a região.
Décadas depois de nascer, o jogo ainda ganha aventuras extras feitas por fãs — mas uma atualização recente bastou para travar quem tentou voltar.
Um fazendeiro de porcos contra dragões, remendado para rodar hoje
Uma resenha deixada em abril de 2026 chama Dink Smallwood HD de injogável — vítima, segundo quem escreveu, de uma atualização feita fora da própria loja. É a nota mais recente numa pilha de avaliações que começa em agosto de 2022 e não parou de crescer, porque a essa altura o jogo já não pertence só ao estúdio que o fez: pertence a uma comunidade que segue construindo aventuras extra em cima dele.
A história começa num mundo em que dragões ainda rondam a terra e cavaleiros resolvem tudo à espada. Você é Dink, um criador de porcos posto, sem escolha, numa jornada de magia que pode salvar ou condenar esse mundo. Dink Smallwood HD é a versão remasterizada desse RPG de aventura, assinada pelo mesmo estúdio do original, a Robinson Technologies, que também cuida da distribuição.
A remasterização atualiza a trilha sonora original, dá um motor novo por baixo do capô e acrescenta um modo para acelerar falas e pular diálogo, com pontos de salvamento rápido — para quem já conhece a história e quer ir direto ao que importa. Ganhou compatibilidade com controle nos dois padrões mais comuns em Windows e, de fábrica, suporte às aventuras extras que a comunidade batizou de DMOD: é possível abrir o jogo e navegar por centenas de histórias que jogadores construíram em cima da campanha original, num projeto que segue de código aberto e mantido também pela comunidade do The Dink Network.
O troll que chora quando alguém insiste em bater
Num relato de agosto de 2022, poucos dias após o lançamento desta versão remasterizada, um jogador descreve um troll amigável que o jogo pede para ser poupado. Nada impede o contrário: espancar a criatura por diversão, até ver o troll implorar para virar amigo dos humanos. A escolha é sua — parar a tempo ou insistir até matá-lo de verdade. É o tipo de humor que essa audiência elogia sem parar: ácido, com peso de consequência real, não só piada solta.
Essa mesma safra de resenhas repete uma outra ideia: o jogo mudou pouco, mas a comunidade ao redor dele não parou de crescer. Um jogador que se descreve como parte do grupo há 8 anos garante que o estúdio ainda atualiza o título de tempos em tempos e que centenas de aventuras extras continuam surgindo pela mão de outros fãs; uma resenha de 2025 reforça a mesma ideia e chama esse acervo de motivo suficiente para instalar o jogo. Tem quem volte à infância: uma avaliação de agosto de 2024 lembra de ter conhecido o jogo décadas atrás, numa revista de games, e de ter usado o editor só para destruir cenário por curiosidade — hoje, diz o mesmo texto, finalmente tenta terminar a campanha de verdade.
É um carinho quase artesanal — do tipo que também é o primeiro a notar quando alguma peça emperra.
Um controle que não se remapeia, e uma atualização que travou tudo
Uma avaliação em espanhol, de março de 2025, dá nota baixa e lista o oposto do encanto: câmera isométrica fixa, sem opção de aproximar a imagem, e um menu de configuração tão curto que nem as teclas dão para remapear — tente trocar um comando no meio da partida e vai esbarrar num menu que simplesmente não deixa. O texto também aparece só em inglês, sem dublagem, e a história pareceu incoerente a quem escreveu, com missões que soaram sem sentido. A mesma pessoa tentou ligar um controle de PlayStation 2 por adaptador USB e não conseguiu, apesar de o suporte a controle vir anunciado. O saldo, na visão de quem escreveu, é de um jogo datado num gênero hoje saturado — com o consolo de que os tutoriais internos e o salvamento automático em pontos-chave ao menos cumprem o básico.
A crítica mais recente é a mais dura. Numa nota de abril de 2026, um jogador resume a experiência numa palavra: injogável — o resultado, segundo o relato, de uma atualização feita fora da própria loja que quebrou o jogo depois de aplicada. É a mesma engrenagem elogiada no bloco anterior, de um título que segue recebendo mudanças, funcionando agora contra quem só queria abrir e jogar.
Para quem topa garimpar, não para quem quer plugar e jogar liso
A conta dessas avaliações pende com força para o lado do elogio, e as vozes contrárias são raras — mas elas existem, e valem a leitura de quem está decidindo. Quem topa uma câmera presa, um menu de opções curto e um controle que pode dar trabalho para configurar sai recompensado pelo mesmo motivo que faz gente comentar sobre esse jogo desde 2022 sem parar: o humor ácido de Dink e a pilha de aventuras extras que outros jogadores não param de publicar. Quem só quer sentar, plugar o controle e jogar sem sustos — sem risco de topar com uma atualização quebrada — vai se frustrar rápido, e o relato mais recente do lote é prova disso. O jogo em si é pequeno; o que se constrói ao redor dele é que sustenta a visita — e cabe a você decidir se topa entrar numa festa que já dura anos.