Me avisem

Beach Invasion 1944: no Dia D, você está atrás da metralhadora, não na lancha

EPIC
ACABOU EM 7 DE SETEMBRO

Não está mais sendo dado · voltou a custar US$ 9,99

Ver na loja ↗

Esta página fica de registro do que já foi dado.

A disponibilidade pode variar conforme a região.

Um atirador sobre trilhos com doses de mira livre — e é bem nesse cruzamento que uma parte de quem jogou trava.

Do lado errado do desembarque

Beach Invasion 1944 inverte o Dia D: você não desce da lancha, fica atrás do canhão esperando ela chegar. O jogo coloca o jogador no papel de um soldado do Eixo, operando metralhadoras e canhões para defender o Muro do Atlântico contra uma invasão anfíbia e aérea — tropas, tanques e aviões chegando em ondas, de dia e de noite, com o tempo mudando no meio da batalha.

A munição base é histórica — MG42, Flak88, Panzer — e o jogo deixa reforçar a posição com minas antipessoal e anticarro, barris explosivos, arame farpado e ataques de artilharia chamados por rádio. Melhorias temporárias de munição, entre gás, perfurante, explosiva e incendiária, chegam por entregas aéreas de suprimento, e cada ação bem-sucedida rende uma medalha.

É um projeto pequeno da AIx2 Games, estúdio que também assina a distribuição, lançado em 2 de dezembro de 2022 dentro dos gêneros ação, casual, indie e simulação — e, como fica claro adiante, não é o único capítulo que o estúdio construiu em torno da mesma praia.

A sequência corrigiu o que este jogo começou

A AIx2 Games não parou em 1944. A mesma fórmula de defender uma praia sob ataque virou série: o estúdio levou o formato para os desembarques anfíbios da Primeira Guerra em Beach Invasion 1915-Gallipoli, e também lançou um conteúdo dedicado a Pearl Harbor, ambientado no início do conflito entre Estados Unidos e Japão.

O mais revelador veio depois. Num comunicado sobre a versão mais recente da série, o próprio estúdio contou que releu as avaliações dos jogadores e percebeu que a camada de tiro em primeira pessoa não agradava — os mapas não tinham sido pensados para aquele estilo. A resposta foi trazer de volta o formato clássico sobre trilhos, o mesmo que os jogos anteriores da série já usavam, deixando a mira livre reservada para quem joga acompanhado. É a própria casa reconhecendo, num título seguinte, o ponto exato onde uma parte de quem jogou 1944 também tropeça.

Atira bem — o resto é que trava

Na Steam, onde o jogo também é vendido, quem passou horas na praia tende a fechar com elogio parecido. Um jogador que chegou a 12 horas, em 11 de agosto, resume Beach Invasion 1944 como uma boa entrada na série de defesa costeira do estúdio: matar inimigo, manter as armas em condição de uso e repetir a rodada seguinte. Do Brasil, um jogador com 9 horas de jogo, em 15 de junho, foi direto ao ponto — chamou o jogo de divertido para passar o tempo.

Quem chegou com menos rodagem achou o mesmo apelo por outro caminho: um jogador de apenas 1 hora, também em 11 de agosto, descreveu a sensação como algo familiar de propósito — nada de enredo denso, um simulador direto de segurar a posição, com humor solto e clima descontraído.

Mas nem todo elogio fecha os olhos para a mesma fresta. Um jogador satisfeito com a mira e a resposta das armas, em 30 de agosto, é também quem trava bem ali: nos níveis mais difíceis, as metralhadoras que deveriam continuar disparando sozinhas somem, e ele se vê preso a um único canhão, tentando segurar o forte sozinho.

913 gostaramVery Positive171 não

Uma hora bastou para fechar o veredito

As críticas também vêm com hora e data marcadas — e são curtas. Um jogador que rodou o jogo por 1 hora, em 23 de agosto, resume a experiência a uma jogabilidade mediana, que se deixa entender rápido demais: o visual não é o problema, mas o resto não segura o jogador na cadeira.

Outro, também com 1 hora testada, em 17 de agosto, diz que preferia ter visto o jogo em vídeo e capturas de tela a ter comprado — para ele, o material daria uma boa demonstração, mas não sustenta um jogo inteiro sozinho.

Para quem serve o posto de metralhadora

Beach Invasion 1944 serve para quem quer sentar, girar a manivela da metralhadora e ver as ondas de inimigos quebrarem na areia — sessão curta, sem compromisso com enredo, do jeito que quem só queria passar o tempo descreveu. Serve também para quem gosta do verniz histórico das armas e da estética do Dia D contada do lado de quem defende.

Não serve para quem espera que a camada de tiro em primeira pessoa se comporte como um jogo pensado só para ela: é bem aí que uma parte de quem jogou travou, e é esse o ponto que o próprio estúdio decidiu reformular na sequência da série. Quem quer profundidade tática sai frustrado; quem quer atirar sem crise, sai satisfeito.