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Succubus With Guns: uma demônia convocada por engano vira caçadora de zumbis entre mundos

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O jogo é curto e tosco por fora, mas o que mais divide os jogadores não é a pontaria — é o motivo pelo qual cada um chegou a ele.

Uma invocação errada e uma fila de portais para casa

Um ritual de invocação dá errado, os mortos se levantam, e quem paga a conta do erro alheio é uma demônia que só queria voltar para casa. Essa é a base de Succubus With Guns: para escapar, ela atravessa portais que levam a outros mundos, e em cada um há um chefe guardando a saída.

Entre um portal e outro, o jogo é hordas de zumbis e outros monstros abatidos a tiro, em terceira pessoa, câmera colada nas costas da protagonista. Armas e munição aparecem escondidas pelo caminho, e o próprio jogo avisa que não vale gastar sem pensar: os mortos-vivos não caem fácil. É uma campanha com fases fixas, não um mundo aberto — a mesma demônia, a mesma fuga, fase após fase.

O estúdio que não parou nos ajustes de bug

O estúdio por trás do jogo, Satur Cat, não abandonou o projeto depois do lançamento, em 8 de outubro de 2021. As atualizações seguintes corrigiram problemas de acerto ao atirar, ajustaram a sensibilidade dos comandos e reduziram o tempo de ressurreição de trinta para quinze segundos.

Em janeiro de 2024, o jogo ganhou tradução para dezessete idiomas, incluindo o português do Brasil. Na sequência, chegou uma campanha inteira nova, batizada de Winding Path, com cinco missões, armas próprias e um sistema de fabricação e itens saqueados parecido com o do modo sem fim que já existia. A demônia ganhou também um traje novo para atravessar essa campanha.

Quem recomenda quase nunca fala da pontaria

Quem recomenda o jogo quase nunca fala da pontaria. Um jogador que passou setenta e oito horas nele brinca que sente falta de construir cenário como em outros jogos de tiro, mas elogia a criatividade dos zumbis-inimigo — prova de que, mesmo rindo do jogo, ele voltou muitas vezes. Outro, com só uma hora de jogo em dezembro de 2022, resume o pacote como agradável sem grandes ambições. Mais de uma resenha faz a mesma piada, quase como senha entre quem já jogou: o controle exige as mãos livres, e sobra pouco tempo para outra coisa. O relato mais novo, de setembro de 2026, é de alguém que jogou cinco horas, zerou as conquistas e admite que gostava mesmo era da personagem — o bastante para recomendar, pouco para continuar jogando.

145 gostaramMixed108 não

A mesma queixa, em três idiomas diferentes

Quem não recomenda concorda em português, russo e turco — incomum para queixas tão parecidas. Um jogador brasileiro cansa da mesma arena de zumbis sem fim logo nos primeiros minutos e desiste da primeira fase, em dezembro de 2025. Do outro lado do mapa, uma resenha russa de maio de 2026 chama o combate de tosco e linear, e admite que o único mérito visual é o modelo da própria demônia. Uma resenha turca de abril do mesmo ano é a mais técnica: fala de problemas reais de mira ao se mover e da falta de qualquer sensação de acerto ao atirar, e fecha dizendo que, sem interesse no visual mais adulto da personagem, o tempo não compensa. É a mesma opinião dos dois lados sobre o que sustenta o jogo: mesmo quem reclama concede que o ponto alto é a personagem-título — a diferença é que, para uns, isso basta, e para outros, não cobre o resto.

Quem deve abrir essa fila de portais, e quem deve fechar

Succubus With Guns não é para quem quer um jogo de tiro avaliado como jogo de tiro: a pontaria falha e a variedade não existe, e isso pesa em qualquer idioma. É para quem topa uma campanha curta e tosca de propósito, sustentada por anos de atualizações pequenas e por uma expansão inteira que o estúdio não precisava ter feito — e para quem, como boa parte de quem joga, está ali por causa da demônia da capa e não vai fingir o contrário.