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STRAFTAT: o atirador de arena onde você ouve a respiração de quem te caça

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Sem prazo: fica no catálogo até a loja tirar.

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O resgate é na sua conta da loja; o Clairo não resgata por você.

A disponibilidade pode variar conforme a região.

Entre mais de 350 mapas e um elenco de jogadores apaixonado, a dúvida real é se você vai achar companhia na sala.

O som chega primeiro que o inimigo

STRAFTAT abre o microfone dentro da arena. Quem está perto fala, grita ou respira, e esse som chega a você junto com os passos — um chat de proximidade embutido num atirador de rodadas curtas, não um extra escondido em menu.

O resto do jogo é generoso com cenário: mais de 350 arenas, cada uma com seu próprio arsenal plantado pelo mapa — pistolas, explosivos, katanas e lançadores de longo alcance esperando para ser pegos em pleno combate, não escolhidos num menu de equipamento. As rodadas terminam quando sobra um único jogador de pé, e os modos vão do confronto direto, 1v1 e 2v2, ao embate de até quatro pessoas, todos contra todos. Chapéus e itens de visual são prêmio de desafio, não item de loja.

Gratuito desde o lançamento, roda em Windows, Mac e Linux, aceita teclado e controle — inclusive DUALSHOCK 4 — e tem compartilhamento em família ativado. O que existe de pago são dois conteúdos extras vendidos separadamente do jogo base.

Sem site oficial, com remendo toda hora

O estúdio é a dupla Sirius Lemaitre e Léonard Lemaitre, e a distribuição sai pela própria Lemaitre Bros — sem site de empresa, só um canal de Discord como suporte oficial. É retrato de operação pequena cuidando do próprio jogo depois do lançamento.

Se você abrir o mural de atualizações esperando anúncio de mapa novo, vai se decepcionar: o que sai dali é lista de defeito corrigido. A atualização mais recente ataca dessincronia de animação e falhas na troca de rodada, ajusta o filtro de palavrão e deixa a lista de salas mostrar o que esperar de cada uma, sem precisar entrar primeiro. As atualizações anteriores já tinham resolvido o mesmo tipo de problema: sincronização de granada, travamento ao deslizar, ajuste de mira. É manutenção contínua, não relançamento.

O elogio que se repete não é sobre o cenário

Quem joga STRAFTAT há mais tempo converge no mesmo ponto: a mira e o movimento, sem gordura ao redor. Um jogador com 105 horas registradas descreve um atirador de arena limpo, focado em pontaria e deslocamento, sem mecânica de sobra. Com tanta hora acumulada, seria natural o cansaço falar mais alto — não é isso que você lê no relato dele. Outro, com 8 horas de jogo, compara o ritmo e o elenco de armas à era de ouro de Unreal Tournament 2004 e Quake III Arena, e credita o resultado a uma equipe que escolheu a diversão acima de qualquer outra prioridade.

A trilha sonora e a estética visual voltam de jogador para jogador, em português e em inglês. Um brasileiro com 40 horas registradas credita a trilha sonora e a movimentação como razão de continuar jogando com os amigos; outro, com 47 horas, lembra o multijogador de Halo 2 e os atiradores arcade de PlayStation 2 ao descrever a sensação de mirar e se mover, e elogia a música na mesma respirada. Quem chegou com só 10 horas de jogo já tinha fechado o veredito sobre o visual e a trilha.

Um jogador conta ter jogado BABBDI, lançamento anterior do estúdio, e reconhece ali o mesmo talento para fazer bons jogos — fica curioso para o que vem a seguir. Mas mesmo entre quem recomenda há reparo: com só 3 horas de jogo, outro jogador já aponta a corrida na parede como o ponto que precisa de ajuste — sinal de que nem quem está satisfeito considera o pacote fechado.

22.890 gostaramOverwhelmingly Positive922 não

A queixa não é sobre a arma, é sobre a sala

Quase ninguém que criticou o jogo malha a pontaria ou o arsenal — malha a sala em que caiu. Um jogador brasileiro com 6 horas registradas descreve partidas raras e salas que expulsam quem chega. Outro, numa avaliação de 2026-09-19, relata ter sido morto perto de uma dezena de vezes sem conseguir chegar a uma arma — imagine que você cai nessa sala pela primeira vez, sem saber ainda de onde vem o próximo tiro. O motivo, segundo ele, são pontos de reaparecimento que favorecem quem já está armado, sem nenhum sistema que equilibre novato e veterano na mesma partida.

Outro jogador, numa avaliação de 2026-09-08, concorda com a queixa de origem mas por outro motivo: reaparecimentos assimétricos deixam a sorte de cair perto de uma arma boa mais decisiva que a habilidade, e o traçado vertical dos mapas não ajuda. Para quem simplesmente não se encaixou na proposta, com 1 hora registrada, o problema nem chegou a ser técnico — foi a sensação do jogo e o funcionamento das armas, que incomodaram desde o início.

O caso mais grave veio de um jogador francês com 12 horas de jogo: depois que ele comprou conteúdo extra pago para a conta, a conexão virou instável e ele passou a ser expulso da própria sala, num funcionamento que descreve como estável quando começou a jogar. Em nenhum desses relatos a queixa é sobre atirar ou se mover — é sobre o que acontece ao redor disso: quem está na sala, e se a conexão aguenta.

Para quem tem gente do outro lado do microfone

STRAFTAT entrega o que promete para quem já chega com companhia: um grupo fixo de amigos no chat de proximidade, rodadas curtas, mapas que mudam a cada partida. É o jogo de quem já tem com quem jogar, não o lugar onde se conhece gente nova com conforto garantido.

Para quem entra sozinho, sem turma formada e sem paciência para cair contra gente muito mais experiente já na primeira rodada, a reclamação mais comum do outro lado — reaparecimento desigual, sala que esvazia, parear contra quem já domina o jogo — é o risco que se corre, bem ali. A pontaria, o jogo resolve bem para você; achar um lugar justo para usá-la depende de sorte.

A frase que resume o lugar: STRAFTAT acerta a mira; a sala é que é jogo de azar.