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Em Frogman Magmaborn, cada morte devolve o sapo à mesma caverna, num lugar diferente

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Entre a resenha que elogia e a que desmonta o jogo, sobra o mesmo ponto em comum: falta conteúdo — a diferença é o que cada lado faz com essa falta.

Renascer é a mecânica, não o fim de jogo

Imagine acordar debaixo da terra, cercado de magma, sem lembrar quem você era — e descobrir que virou, você mesmo, uma das criaturas que antes só queria matar. Ao redor só restam monstros sem razão, decididos a destruir qualquer coisa viva. Aos poucos aparecem outras poucas consciências presas no mesmo lugar: gente que, como você, foi trazida de volta à vida ali embaixo. Juntos tentam sobreviver. No fim, morrem. E voltam, renascidos num canto diferente da mesma caverna, de novo sem lembrança de quem foram.

O jogo paga essa ideia em mecânica. Cada partida é uma missão tática, com um pequeno esquadrão enfrentando mapas desenhados à mão e objetivos que mudam a cada tentativa. Morrer não fecha a história: abre outra. Frogman renasce num ponto novo do subterrâneo, as melhorias permanentes compradas com o que sobrou da vida anterior continuam valendo, e o roteiro segue puxando dali, com mais de 50 conversas diferentes espalhadas pelos cenários para quem for atrás delas.

A dupla por trás do projeto, que assina como Disc-O-Key, apostou na abertura: o jogo inteiro e o editor que o acompanha, o Frog Forge, saíram sob licença MIT, com quase todo elemento liberado para quem quiser reconstruir à sua maneira.

O atraso que o estúdio assumiu, e os remendos que vieram depois

Em 30 de junho de 2023, o próprio estúdio avisou que o projeto estava demorando muito mais do que o previsto. O nível 9 já estava pronto havia meses. Ainda faltava terminar o chefe final e o desfecho, e a promessa passou a ser de mais dois meses de trabalho. A demonstração, de cerca de um ano antes, continuou disponível sem receber atualização, mesmo depois da versão completa sair. Se você vinha da demonstração, podia manter o mesmo arquivo salvo, mas o estúdio recomendava começar de novo.

Em 29 de agosto de 2023 saiu a versão completa. Em 5 de setembro de 2023, a primeira atualização depois da estreia atacou a reclamação mais repetida: o controle confuso. Desde essa versão, o jogo passou a abrir direto na tela de configuração de botões, e a tecla Escape ganhou a função de pausar e voltar nos menus; entraram também efeitos sonoros que faltavam no final e uma opção de taxa de quadros. Em 8 de setembro de 2023 veio outro ajuste. O nível 9 ficou mais difícil e uma de suas mecânicas, mais clara. Um travamento que acontecia quando um Arqueiro matava um personagem foi corrigido.

Uma recomendação que não esconde os defeitos

Uma resenha de 1º de agosto de 2026 resume o apelo numa mistura: visual que casa fantasia com ficção científica, combate ágil que convida a testar habilidades diferentes, e cenários com desenho caprichado. A mesma pessoa, com só 2 horas de jogo no relógio, não escondeu o troco: achou a história rala, viu instabilidade e falhas de desempenho, e sentiu falta de alguém para jogar ao lado — a sensação de abrir um jogo para um só e desejar, no meio dele, um segundo controle ao seu lado. Mesmo assim, fechou recomendando o conjunto.

17 gostaramPositive1 não

Quem duvida que isto seja um lançamento de verdade

Uma resenha de 6 de dezembro de 2025 reprova o jogo sem meias palavras. Quem escreveu chegou a essa conclusão com 4 horas de jogo. A pessoa compara o resultado a uma ferramenta amadora de montar jogos, e diz que o resultado fica pior do que ela — a crítica é tão direta que chega a perguntar, no fundo, se você aceitaria esse resultado debaixo do nome de um lançamento comercial. Na leitura dela, a promessa de mapas desenhados à mão esconde fases que se repetem por geração automática, sustentando o combate com pouco conteúdo real por trás. Mesmo sendo o veredito mais duro que o jogo recebeu, quem escreveu não foi embora na primeira hora: ficou tempo suficiente para montar o esquadrão, perder e tentar de novo — o bastante para a queixa carregar peso de quem jogou, não de quem só olhou de fora.

Para quem topa ver as costuras do jogo

Você vai gostar disso se topar sentir as costuras de um jogo pequeno: entrar numa missão tática sabendo que a morte não fecha a história, abre outra, e decidir depois se vale abrir o Frog Forge para remontar o que não agradou. É para quem aceita um RPG tático curto e cru nas bordas, sustentado por mapas feitos à mão sem o polimento de um estúdio grande por trás. Não é para quem busca companhia: o jogo é só para um jogador, sem ninguém do seu lado para dividir a mesma tela. E não é para quem decide pela régua da crítica: a ficha é pequena e pouco jogada, e quem passou por ali saiu recomendando.