Em Evo\Wave, a vilã e o estúdio dividem o nome
Sem prazo: fica no catálogo até a loja tirar.
Resgatar na Steam ↗O resgate é na sua conta da loja; o Clairo não resgata por você.
A disponibilidade pode variar conforme a região.
Por trás de MagnaVex Entertainment há um grupo de estudantes canadenses, e o mesmo mecanismo que devolve eras gráficas ao mundo do jogo é, para pelo menos uma pessoa que jogou, motivo de reclamação.
A vilã tem o nome do estúdio que a fez
A vilã da história se chama MagnaVex. O estúdio que assina o jogo se chama MagnaVex Entertainment. Dentro da ficção, é essa mesma força que empurrou o mundo de volta para uma era retrô, e cabe a LAI-6 — uma inteligência artificial não binária — repará-lo, peça a peça, consertando o núcleo batizado de Evo\Core.
Cada peça reparada devolve ao cenário um pedaço da história visual dos videogames. Você sente a mudança antes de entender: anda alguns passos e a paleta de cor já é outra, como se o chão trocasse de década embaixo dos pés. A era mostrada com mais força nas capturas é a dos anos 80: céu roxo, vegetação verde-água, uma paleta curta mas ousada, com uma trilha eletrônica que lembra as noites de Miami daquela década. No caminho, LAI-6 ganha pulo duplo e a capacidade de planar pelo ar, dois recursos que abrem atalhos verticais pelas fases.
Espalhados pelas fases estão componentes do Evo\Core e fichas com curiosidades sobre a história real dos videogames — o jogo ensina enquanto entretém. Do outro lado vêm falhas de sistema e inimigos corrompidos, enviados por MagnaVex para atrapalhar o reparo. A ficha do jogo também registra um cuidado de acessibilidade visual, com menos luzes piscantes e menos cenas de contraste baixo, pensado para que crianças e adultos joguem sem o mesmo desconforto.
Um trabalho de formatura que virou jogo na Steam
MagnaVex Entertainment está ligada à UQAT — Création et nouveaux médias, a distribuidora que consta na ficha do jogo. Nos avisos publicados pela própria equipe ao redor do lançamento, em março de 2021, eles contam que Evo\Wave era o projeto final de um grupo de estudantes, e agradecem, surpresos, pelas mensagens, vídeos e pela repercussão que o pequeno trabalho de curso ganhou fora da sala de aula.
Você lê os avisos de atualização e reconhece o tom: é gente comemorando ter terminado o trabalho final, sem o verniz de um estúdio grande. Nos mesmos dias, a equipe abriu mão de vender a trilha sonora: publicou as faixas, compostas por estudantes da UDEM, ao lado do jogo no Steam e no YouTube. As atualizações seguintes vieram rápido: correção nos diálogos, nas colisões de cenário e inclusive numa versão para Windows 7 — sinal de um lançamento pequeno sendo ajustado ao vivo, resposta por resposta, para quem já estava jogando.
O giro que lembra Crash, e o embalo que ele perde
Quem chegou logo que o jogo saiu, em março de 2021, e ficou só uma hora no controle, deixou uma resenha na Steam comparando os giros do boneco ao salto de Crash Bandicoot: simples, bonito, um passatempo rápido. Outro jogador voltou bem depois e ficou cinco horas com o jogo, descrevendo a mesma sensação de outro jeito: um jogo de plataforma curto mas bem construído, que ganha liberdade de movimento assim que a melhoria do pulo duplo é destravada, e cujo tamanho deixa vontade de mais — a ponto de indicar também a trilha sonora como parte que merece atenção. Uma terceira pessoa, também com cinco horas no relógio, voltou em abril de 2021 elogiando as curiosidades históricas escondidas nas fases e a trilha sonora, chamando o conjunto de trabalho bem feito.
Se você já perdeu o embalo no meio de um pulo em algum outro jogo, sabe exatamente do que essa reclamação fala. Mesmo entre quem recomenda, a queixa se repete: uma resenha de setembro de 2026 aponta que o salto giratório perde o embalo no meio do ar e tira um pouco da graça do movimento — um incômodo pequeno, registrado por alguém que mal tinha começado a jogar.
Quando a mesma ideia vira motivo de reclamar
Você entra esperando nostalgia e, se for como essa pessoa, sai achando que trocou uma paleta feia por outra pior. A voz dissonante desse grupo apareceu em maio de 2026, depois de só uma hora de jogo, e foi direto ao ponto: as habilidades de movimento são boas, com bastante variedade — só que o resto incomoda. As fases crescem além da conta, os objetivos cansam, e o texto do jogo não convence, embora a própria pessoa admita que não liga muito para roteiro em jogo de plataforma.
O ponto mais afiado da crítica mira exatamente o que o jogo vende como ideia central: para essa pessoa, o visual não melhora conforme o Evo\Core é reparado — piora, uma era atrás da outra. É o mesmo mecanismo que fez outro jogador comparar o boneco a Crash Bandicoot, virando, aqui, o motivo da reclamação: o que uma pessoa lê como nostalgia, a outra lê como regressão.
Para quem vale reparar o Evo\Core
Evo\Wave serve para quem quer uma sessão curta e cheia de referências à própria história dos videogames, sem cobrar muitas horas de compromisso: é o que fizeram os jogadores que terminaram rápido e ainda pediram mais. Não serve para quem espera fases enxutas do início ao fim ou uma escrita à altura do resto — é ali que mira a única resenha ruim do lote, e ela acerta o ponto. Se o que te atrai é uma sessão curta cheia de referência, você sai satisfeito; se você espera que o jogo mantenha o nível parelho da primeira à última fase, é melhor não contar com isso.
O reparo do Evo\Core muda o cenário; não muda o fato de que, para pelo menos uma pessoa que jogou, cada era nova pareceu pior que a anterior.