Crystal Crisis: Quote, Astro Boy e Isaac dividem o mesmo tabuleiro de cristais
Não está mais sendo dado · voltou a custar US$ 19,99
Ver na loja ↗Esta página fica de registro do que já foi dado.
A disponibilidade pode variar conforme a região.
Heróis emprestados de outras franquias abrem a porta; a queda de cristais é que faz você ficar.
O cristal que sai de um lado do tabuleiro e volta pelo outro
Quote sai da caverna afundada de Cave Story para trocar golpes com Astro Boy, Isaac de The Binding of Isaac e Umihara Kawase — um time que não existe em nenhum outro lugar. 20 nomes assim dividem o mesmo tabuleiro, e cada duelo se decide não a soco, mas arrumando cristais que caem e limpando a tela mais rápido que o rival, num jogo que se apresenta como luta sem nunca encostar um punho no outro.
O tabuleiro tem um truque que poucos concorrentes do gênero usam: o cristal que passa da borda de um lado reaparece do outro, e dá para separar um par e mandar uma metade para cada canto — o suficiente para você começar a vigiar o tabuleiro do rival tanto quanto o seu. Acertar sequências enche uma barra própria de cada lutador; completa, ela libera um golpe que atrapalha o lado do adversário ou salva o seu. Cada um dos nomes do elenco tem palco, trilha sonora e falas próprias, e o jogo inclui um ajuste de cores pensado para quem tem dificuldade de distinguir tons.
Fora do confronto direto, dá para jogar sozinho: um modo com fases de dificuldade crescente, outro que mede quanto tempo você resiste, duplas que se revezam e um treino para decorar golpes, além de um modo história com caminhos que mudam conforme as escolhas. E dá para chamar gente para o sofá ou enfrentar desconhecidos em qualquer lugar do mundo, sem sair de casa.
O modo espectador que só chegou na atualização de 2021
O post de lançamento, publicado em 31 de julho de 2019, lista o que a versão de Steam trouxe: opções gráficas, remapeamento de teclado, idiomas adicionais, bate-papo por voz e o aviso de que um modo para assistir partidas de fora estava a caminho. Esse modo espectador só apareceu de fato numa atualização publicada em 8 de julho de 2021 — e veio ao lado de uma peça maior: a partir dali, dava para enfrentar quem jogava pela versão de Nintendo Switch ou pela Epic Games Store sem sair da Steam.
Se você seguiu o mural do estúdio desde o lançamento, só viu a promessa cumprida na atualização seguinte. A Nicalis voltou ao próprio post para cumprir o que tinha prometido no lançamento, em vez de deixar a promessa morrer numa nota de rodapé — o tipo de detalhe que separa um jogo abandonado de um que segue recebendo atenção, mesmo que o remapeamento prometido para o teclado, como se vê mais adiante, não tenha chegado para todo mundo.
O eco de Super Puzzle Fighter que os jogadores reconhecem primeiro
Quem chega lembrando de Tetris ou Puyo-Puyo reconhece o esqueleto em segundos, e é isso que as avaliações mais antigas repetem cada uma à sua maneira. Com 18 horas registradas ao longo de 2022, uma resenha descreve o jogo como bom para passar o tempo, com vários jeitos de jogar dentro do mesmo pacote. 8 horas em 2020 bastaram para outra pessoa lembrar Super Puzzle Fighter linha a linha. Já quem chegou em 2019, com 13 horas no relógio, resume o parentesco como brincadeira: seria o filho de Super Collapse com Puzzle Fighter. O elenco emprestado de outras franquias puxa a atenção primeiro, mas quem fica é porque o encaixe de cristais convence sozinho.
As avaliações mais recentes, de julho de 2026, elogiam a trilha sonora e a apresentação, e descrevem a mistura de personagens de jogos independentes com nomes já estabelecidos como um acerto raro. Mas quem recomenda também encontra atrito: uma pessoa que jogou 2 horas em junho de 2026 gosta da quantidade de modos para jogar sozinho e não acha os personagens tão desequilibrados quanto outras descrições sugerem — e mesmo assim reclama de um golpe específico, o giro de Astro Boy, que trava o tabuleiro inteiro enquanto está ativo. Você está a um encaixe de virar a partida quando o jogo simplesmente para: esse é o preço que os próprios fãs pagam.
Remapear no teclado, não no controle
Quem chega sem nunca ter jogado nada da família Puzzle Fighter, e só por curiosidade depois de ver outra pessoa jogando, resume a descoberta assim: exige mais raciocínio do que parecia de fora. As 9 horas registradas em 24 de junho de 2026 renderam elogio ao modo história, aos modos extras, à galeria de arte e ao ajuste de cores para quem tem dificuldade de distinguir tons — e também duas reclamações que não são cosméticas.
Você senta no controle esperando trocar os botões de lugar, do jeito que dá para fazer no teclado, e descobre que essa opção não existe por aqui. A segunda reclamação pesa mais para quem gosta de progressão: os personagens já vêm todos liberados, sem nenhuma exigência para desbloquear, e era exatamente esse desbloqueio que essa pessoa esperava de um elenco tão grande.
Quem senta para decifrar o rival, não para colecionar
Serve para quem gosta de ler o tabuleiro do adversário tanto quanto o próprio — os cristais que somem de um lado e voltam do outro dão um motivo a mais para olhar a tela inteira, não só a sua metade. Serve também para quem quer chamar gente para o sofá ou testar sorte contra desconhecidos: o elenco emprestado de tantas franquias diferentes já é conversa pronta desde a primeira rodada.
Não serve para quem joga de controle e não abre mão de reorganizar os botões — essa opção segue faltando. E não serve para quem gosta de abrir um jogo de luta e ganhar o elenco aos poucos: aqui, todos os nomes já estão na mesa desde o primeiro minuto, e quem esperava a caça ao desbloqueio fica sem ela.