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Catch Me!: o pega-pega em que você fecha a janela na cara do perseguidor

STEAM
ACABOU EM 28 DE SETEMBRO

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Simples de aprender e caótico em grupo, mas quem chega sozinho esbarra em salas vazias e acaba enfrentando só os robôs.

Fechar a janela na cara de quem te persegue

Para escapar de quem vem atrás de você em Catch Me!, dá para subir num telhado, atravessar de um pulo o vidro de uma janela ou simplesmente virar as costas e arremessar um gato no perseguidor — o próprio estúdio garante, na descrição do jogo, que nenhum gato saiu machucado. É esse tipo de ideia pequena e um tanto absurda que sustenta o jogo inteiro: quatro pessoas numa mesma partida, uma foge, as outras três caçam, e quem é pego vira o próximo alvo.

O cenário é o verdadeiro personagem da perseguição. Fechar uma janela atrasa quem vem atrás; abrir outra cria uma rota de fuga; eletrocutar alguém rende um instante a mais de vantagem. Dá para escalar telhados, subir em rodas-gigantes e surfar em cima de um metrô, e cada um dos seis mapas do jogo se inspira numa cidade diferente ao redor do mundo.

Entre uma corrida e outra, o jogo convida a montar um visual próprio — skins, emojis e animações — para deixar claro quem é o mais rápido do grupo. A própria loja classifica Catch Me! entre ação, casual e esporte, classificação que explica o ritmo: partidas curtas, fáceis de entender, pensadas para durar pouco a cada rodada.

Um comunicado que não era sobre o jogo

Volte aos comunicados que a ByteRockers' Games publicou na loja e você encontra pouca novidade recente sobre o jogo em si: o post mais substancial remonta à saída do acesso antecipado, em 24 de janeiro de 2023, quando o próprio estúdio — responsável tanto pelo desenvolvimento quanto pela distribuição — listou skins, mapas, animações de captura, emotes e eventos acumulados ao longo dos testes como prova de que o projeto tinha crescido o bastante para virar versão cheia.

Num comunicado seguinte, a equipe reconheceu ter recebido reações divididas sobre o jogo — parte positiva, parte não — e foi além: veio a público responder a denúncias de que desenvolvedores estariam mandando mensagens ofensivas a jogadores que deixaram avaliação negativa, afirmando manter um código de conduta rígido dentro da equipe. É raro um estúdio precisar se explicar sobre o próprio comportamento, e não sobre o jogo.

Fácil de aprender, difícil de fazer durar

Você reúne três pessoas na mesma chamada, entra numa partida e em poucos minutos já entendeu tudo: correr, fechar passagem, empurrar alguém pela janela. É esse acesso fácil que se repete resenha após resenha — jogo leve, que roda sem drama em computador fraco, com rodadas que arrancam risada logo de cara.

Quem chegou a 1025 horas de jogo ainda recomenda, mas admite que a execução não acompanha o potencial da ideia — o texto mais extenso entre os elogios é também o mais reticente. No outro extremo, quem jogou só uma hora chama o resultado de apenas mediano e duvida que o grupo de amigos volte depois da primeira tentativa: a diversão inicial não é o problema, é o que vem depois dela. Uma resenha em turco descreve a tensão das perseguições como a melhor que o autor já sentiu num jogo, dividindo espaço, na mesma leva de avaliações, com quem elogia o jogo mas relata servidor às vezes vazio.

É essa mesma dupla — entusiasmo de um lado, ressalva do outro — que aparece o tempo todo nos elogios: gente que recomenda o jogo e, na frase seguinte, avisa que ele não segura ninguém por muito tempo. A festa é real; só não dura.

258 gostaramMixed234 não

Um jogo de quatro pessoas jogado sozinho

A crítica mais recorrente não é sobre o conceito: é sobre o que sobra dele depois da primeira hora. Uma resenha francesa, depois de 9 horas de jogo, resume bem — divertido logo no início, repetitivo assim que a novidade passa. Tem quem relate encontrar um bug novo a cada partida, e quem reclame que certas conquistas não contabilizam a ação exigida mesmo repetindo-a várias vezes.

Você sente o problema de perto quando cai no ar ou numa plataforma inclinada: o movimento trava bem no momento em que devia salvar a fuga, e é isso, mais do que a repetição, que faz uma resenha em inglês comparar Catch Me! a outros jogos de perseguição em plataforma que resolvem melhor o mesmo problema. A queixa mais específica, porém, é sobre companhia: o jogo pede quatro pessoas ao vivo e, com frequência, entrega salas vazias — o resto vira robô. Uma resenha de julho de 2026, ao explicar por que não recomenda, nota que o jogo nem sequer suporta multijogador local, o formato que combinaria com esse tipo de bagunça de sofá.

Mesmo a resenha mais dura reconhece um lampejo bom: durante o pouco tempo que durou, valeu a risada.

Para quem já tem gente do outro lado

Catch Me! entrega o que promete quando você tem três amigos prontos ao mesmo tempo, na mesma chamada, dispostos a rir de fechar uma janela na cara um do outro. É nesse grupo fechado, jogando junto, que o jogo funciona: fácil de explicar, leve para rodar, engraçado enquanto o grupo aguenta.

Quem entra sozinho atrás de partida rápida encontra outro jogo — um saguão vazio na maior parte do tempo, um oponente que na prática costuma ser um robô, e uma perseguição que, sem gente de verdade para fechar a janela do outro lado, perde a graça rápido demais. O maior obstáculo aqui não é escapar do perseguidor: é encontrar um — e sobra gato sem ninguém para arremessar nele.