Arkanoid vira Battle Royale para 25 jogadores — mas a arena costuma estar vazia
Sem prazo: fica no catálogo até a loja tirar.
Resgatar na Steam ↗O resgate é na sua conta da loja; o Clairo não resgata por você.
A disponibilidade pode variar conforme a região.
Os outros modos clássicos de Arkanoid seguem vendidos à parte, e o estúdio francês Pastagames tenta movimentar os servidores com eventos ao vivo entre jogadores reais.
Um quarto do jogo, e é o modo novo
A nave VAUS foge do ataque à nave-mãe Arkanoid e cai perdida numa outra dimensão, onde precisa destruir blocos chamados de paredes espaciais para enfrentar Doh, o criador do labirinto. É a mesma premissa que a Taito lançou em 1986 — aqui reconstruída pelo estúdio francês Pastagames, que trouxe o jogo de volta ao catálogo da Microids em 21 de dezembro de 2023. Você entra sabendo que herdou só uma fatia do que existe: o que chega sem custo é a Batalha Eterna, modo em que 25 jogadores competem na mesma partida e só um permanece de pé quando ela termina. Os outros três — Neo e Retro, para quem joga sozinho, e o confronto local reunindo quatro pessoas na mesma tela — continuam vendidos à parte, ou dentro da versão completa, que junta os quatro num só pacote.
O jogo entra no catálogo como Ação e Multijogador Massivo: rebater a bola contra fileiras de blocos para abrir caminho, com a dificuldade subindo fase a fase, só que disputada entre 25 jogadores buscando ser o último de pé em vez do recorde solitário de sempre.
Doh também aparece nas transmissões do estúdio
O mural de notícias do estúdio francês Pastagames não guarda anúncio de conteúdo novo: guarda uma sequência de eventos batizados de Strike, partidas da Batalha Eterna transmitidas ao vivo dentro da própria Steam, com prêmio para quem termina em primeiro. A edição Strike 8 saiu como planejada, ao vivo, em 5 de setembro de 2024, e coroou seus campeões logo depois. Já a Strike 9 tropeçou num problema técnico, foi remarcada e, quando a transmissão aconteceu, também terminou com nomes de vencedores publicados. Se você aparecer numa dessas datas, encontra sala com gente de verdade; fora delas, o mesmo mural aponta um canal no Discord como ponto de encontro.
Um recomenda com zero hora, outro com 134
Quem escreveu recomendando em 31 de dezembro de 2023, sem nenhuma hora registrada no contador ainda, resume o pacote pela imagem clássica: rebater bloco em partida rápida e casual, mais um modo multijogador local reunindo quatro jogadores por partida. É gente que ainda ia começar a jogar, escrevendo pela expectativa do que via na tela. Do outro lado está quem já passou de 134 horas dentro do jogo, resenha publicada em 15 de fevereiro de 2024: elogia a arte e a trilha sonora, chama a Batalha Eterna de divertida, mas repete o mesmo aviso que a resenha de zero hora já antecipava — se você entrar sozinho, vai encontrar mais robôs do que gente do outro lado da tela. Ele termina puxando a plateia: quem gosta do jogo que convença os amigos a entrar, porque é isso — e não a torcida sozinha — que decide se a arena vira disputa de verdade.
As duas críticas mais duras vêm de quem nunca chegou a jogar
As duas resenhas que reprovam o jogo têm uma coisa em comum: nenhuma hora registrada no contador de nenhuma delas. Quem escreveu em 1º de janeiro de 2024 resume a decepção logo na largada — chama de jogo on-line sem jogadores, que obriga quem tenta jogar a enfrentar mais de 25 adversários controlados pela máquina só para preencher a sala. Se a sua experiência for essa, a resenha já avisou o que esperar. A crítica mais longa, publicada em 24 de março de 2026, ataca de outro ângulo: para quem escreveu, esta edição gratuita é um recorte reduzido de um jogo que já existia inteiro à venda, e deveria ter entrado como demonstração dentro da própria ficha do jogo completo, não como uma página nova só para aparecer mais vezes nas buscas por jogos sem custo. É uma queixa sobre o mercado, não só sobre esta partida — mas sai de alguém que, como o autor da resenha anterior, também nunca chegou a abrir uma sessão.
Quem tem parceiro entra; quem abre sozinho, cai nos robôs
A pergunta que decide não é se este Arkanoid é bom: é se você tem com quem jogar. Quem chama uma segunda pessoa para o sofá, ou aparece nas edições Strike organizadas pelo próprio estúdio, encontra gente de verdade dividindo a arena e paga só o tempo de instalar. Quem abre a Batalha Eterna sozinho, fora dessas janelas, corre o risco de cair numa sala cheia de robôs — e aí a queixa mais repetida entre quem reprovou deixa de ser hipótese.
Vale como porta de entrada gratuita para quem nunca jogou um Arkanoid recente e quer experimentar o modo mais novo da franquia sem decidir ainda sobre os outros três, vendidos à parte. Não é recomendação para quem quer sala cheia assim que abre o jogo: essa pessoa esbarra direto na crítica que se repete dos dois lados da resenha — a arena promete 25 lugares e raramente reúne 25 pessoas de verdade.